Baladas de um cego.
Não invejo o mundo de vocês. Tenho um mundo particular,.
criado por mim, só para mim,
sem as dimensões que aprisionam a forma,
sem fronteiras, etéreo, tarnsfinito,
em policromias condicionadas à luz e
também, sem o antagonismo das trevas.
Meu mundo é diáfano, transparente, de cristal,
com brilhos de diamante constelações
que minha imaginação cria ao bel prazer
Não preciso de rosa vermelha para falar de amor:
basta-me a fragrância do roseiral,
o bálsamo dos jasmins na noite,
o perfume das violetas ao amanhecer.....
Falo de ti, meu amigo poeta,
invejando teu dom de dizer e nao dizer,
de deixar que teu leitor atento,
enverede mil caminhos
a procura do filão do pensamento
quase como parceiro, com recriador
de seu calendoscópio poético.
Na riqueza de tua inspiração
situas dunas em espaço transfinidos,
pincelas ventos que são auroras boreais,
ancoras naus em enseadas de neve,
teces enigmas de esfinge/cogumelo,colhes rosas boemias nos jardins da noite...
- E te entender ... "quem há -de"
quando transito do simbolismo esmético
ao hermetismo dos páramos além-matéria,
às esferas transcendentes
da região da Luz, só da Luz
(Extraídodo livro; momentos de ontem)


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